Motiva vence leilão da Fernão Dias com deságio de 17,05%

 No contrato, estão previstos investimentos de cerca de R$ 15 bilhões, que serão destinados à modernização, duplicação e ampliação da rodovia

O momento em que se bate o martelo do Leilão da Fernão Dias vencida pela MOTIVA


A Motiva (MOTV3) venceu nesta quinta-feira o leilão de concessão da BR-381/MG/SP, a rodovia Fernão Dias, com oferta de deságio de 17,05% sobre tarifa de pedágio.

A companhia disputou o certame com o Consórcio Infraestrutura MG e a operadora de rodovias Arteris, atual operadora da rodovia desde 2008, que fizeram propostas de deságio de 11,25% e 0,00%, respectivamente.

No contrato, estão previstos investimentos de cerca de R$ 15 bilhões, que serão destinados à modernização, duplicação e ampliação da rodovia.

Os investimentos incluem a implantação de faixas adicionais, vias marginais, correções de traçado, passarelas de pedestres, interseções otimizadas, passagens de fauna e dois Pontos de Parada e Descanso (PPDs).

Fernando Vernalha, especialista em infraestrutura e regulação, sócio do escritório Vernalha Pereira, aponta que o resultado foi satisfatório e refletiu a atratividade do projeto, pelas suas características.

“Até aqui, os três leilões de contratos de repactuações não tiveram competitividade. Isso é de certa forma natural, dadas as características destes negócios de transferência de controle de concessões repactuadas, que podem envolver riscos maiores do que a assunção de novas operações. Com uma alta oferta de novos projetos de concessão de rodovias, é natural que as repactuações não tenham maior atratividade”, afirma o especialista.

Contudo, houve esforços do governo federal, da ANTT e do TCU em aprimorar o modelo desses leilões para a venda de controle de concessões repactuadas.


A Fernão Dias, cidade por cidade em 563 km de extensão 


Para Vernalha, este provavelmente será um dos poucos leilões desta agenda com competição. “Mas o importante é perceber que essa agenda de repactuações de concessões estressadas está avançando, o que trará resultados positivos para o setor”, avalia.

O valor do pedágio na rodovia Fernão Dias, a principal ligação entre Minas e São Paulo, pode dobrar em pouco tempo, passando dos atuais R$ 3 para R$ 6,70 em pouco tempo. Nessa quinta-feira (11), a Motiva (antiga CCR) venceu o leilão do trecho e vai assumir a concessão até 2040.

O novo contrato prevê investimento de R$ 14,8 bilhões (exatamente isso) para modernizar a Fernão Dias. O consórcio ofereceu um desconto de pedágio de 17%. Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), a tarifa ao usuário ficará em R$ 3,60 no primeiro ano — sendo que hoje o valor é de R$ 3. No entanto, quando se observa o edital, o governo estipulou o preço de R$ 0,11 por quilômetro.

A Fernão Dias tem 569 km, número que multiplicado por R$ 0,11 dá um valor total de R$ 65. Esse valor, dividido pelas oito praças de pedágio, ficaria em R$ 8. Como a Motiva deu desconto de 17%, o valor hipotético seria R$ 6,70 — mais que o dobro dos R$ 3.

O leilão foi realizado na B3, Bolsa de Valores, em São Paulo. A Motiva desbancou propostas dos concorrentes EPR, que já administra rodovias em Minas, e Arteris, que administrava a rodovia desde 2008.


A Fernão Dias em seu esplendor de trânsito, um dos maiores desafios da vencedora do leilão pelos constantes engarrafamentos por causa de acidentes

Entre as obras a serem executadas pela futura concessionária estão a implantação de faixas adicionais, vias marginais, correções de traçado, passarelas de pedestres, entre outras intervenções como a suavização da serra de Itaguara, local de muitos acidentes e novo traçado, possivelmente usando túneis na serra de Igarapé BR-381, que é um trecho conhecido por muitos acidentes graves, especialmente envolvendo caminhões e carretas, com curvas perigosas, trechos de serra e alta movimentação, registrando fatalidades e interdições frequentes, como tombamentos recentes de carretas de cimento e minério. Motoristas devem ter atenção redobrada, pois o local é um ponto crítico de risco na estrada. 
Por que o trecho é perigoso?
Topografia: Curvas acentuadas (como o "curvão" no KM 525) e descidas/subidas exigem muito dos freios dos veículos pesados, como visto em tombamentos de carretas.
Alto Tráfego: Grande fluxo de caminhões, carretas e carros, aumentando o risco de colisões.
Acidentes Recorrentes: Eventos com múltiplos veículos, mortes e interdições são comuns, incluindo um grave em 2023 com torcedores do Corinthians e outros com cargas de cimento e minério. 
O Que Fazer:
Reduza a Velocidade: Mantenha velocidade compatível com as condições da pista, especialmente nas curvas.
Atenção Redobrada: Fique alerta para veículos desgovernados ou tráfego parado.
Cuidado com Carretas: Em descidas, redobre a atenção com caminhões, pois o risco de tombamento é alto. 
A concessionária Arteris já protocolou estudos para implantação de áreas de escape, mas os riscos persistem, exigindo cautela de todos os viajantes
A MOTIVA. antiga CCR é quem cuida da Via Dutra. Para quem se lembra como era a Dutra antes da MOTIVA (CCR) e hoje, todos sabem do know-how e como é muito mais seguro viajar pela Dutra. Pelo imenso cartão de visita, a empresa vencedora tem. E um baita cartão de visita!




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