Momento da Poesia - Com Rodrigo Schiavini


Ó garotas bonitas
 Rodrigo Schiavini 

Ó garotas bonitas que alimentam meus anseios
Após longo tempo em estado de torpor
Compreendo que semeei minha alma com as sementes do bolor
Ao deixar curtas as rédeas do cavalo indômito dos desejos

Ó garotas bonitas que despertam minha ternura sem pejos
Tantas vezes vos dissestes aquele eu te amo com furor
É que eu amava tanto a mim mesmo que as usava com ardor
Para oferecer-me pequenas aventuras nos suspiros em fraquejo

Carícias e beijos que pudessem me satisfazer por um momento
Corpo faminto ao encontro da femea esfogueada
Que pudesse dar cabo de meu tormento

Repito, amava-me mais que tudo.
Usava de minha astúcia para obter a presa estonteada
A isso chamava de amor, cego da alma, hoje me encontro mudo.   

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